
Doutrinas Fundamentais
A BÍBLIA
Cremos que toda palavra da Bíblia, nas línguas originais, é inspirada por Deus, e que ela é a única, exlusiva e suficiente regra de fé e prática (II Timóteo 3:16-17; II Pedro 1:20-21; Isaías 8:20; Provérbios 30:5-6; Apocalipse 22:18-19; I Coríntios 2:13; Mateus 5:18).
DEUS
Cremos que Deus é uma Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, sendo um Deus em três Pessoas com funções distintas, mas harmoniosas (Mateus 28:19-20; I Coríntios 8:5; II Coríntios 13:13; Mateus 3:16-17).
O PECADO
Cremos que o homem foi criado sem pecado, mas caiu do seu estado de inocência; assim sendo, todo o homem é atualmente pecador por natureza e vontade e, portanto, incapaz de efetuar sua própria salvação por meio dos seus próprios esforços (Romanos 5:12; Romanos 3:9-23; Romanos 5:19; Efésios 2:1-3; Salmos 51:5; Jeremias 17:9; Romanos 3:19-20; Gálatas 3:22; Eclesiastes 7:20, 29).
A SALVAÇÃO
Cremos que a salvação provém exclusivamente da graça de Deus sem os esforços, obras ou méritos do homem (Efésios 2:8-10; Romanos 11:6; II Timóteo 1:9; Isaías 55:1; Tito 3:3-7; Apocalipse 21:6; 22:17).
O ARREPENDIMENTO E A FÉ
Cremos que o arrependimento e a fé são necessários para a salvação e que significam uma verdadeira conversão de uma vida de pecado para uma nova vida em Cristo (Atos 20:21; Lucas 13:1; Atos 16:30-31; Marcos 1:5; Atos 11:18; Efésios 2:8; Romanos 10:9-11; Tito 2:11-14; II Coríntios 5:17).
A SANTIFICAÇÃO
Cremos que através da santificação Deus torna santa a vida do crente, dia a dia, visando sua perfeição final quando da ressurreição do corpo (Romanos 6:11-23; II Tessalonicenses 4:3-5; II Tessalonicenses 5:23; II Coríntios 7:1; Prrovérbios 4:18; Filipenses 2:12-13).
A SEGURANÇA DOS SALVOS
Cremos que o verdadeiro crente está eternamente seguro em Cristo, podendo perder por descuido a comunhão com Deus, mas nunca sua filiação (I Pedro 1:3-5; João 10:27-30; Colossenses 3:1-4; João 5:24; Romanos 8:28-33; Romanos 8:35-39; II Timóteo 1:12).
A LEI
Cremos que o crente não está debaixo da lei mosaica para sua orientação, tendo sido libertado da mesma para servir a Cristo “em novidade de espírito” debaixo da graça, ou seja, da lei de Cristo (Romanos 6:14; João 1:17; Lucas 16:16; Romanos 7:1-6; Romanos 8:2-4; Gálatas 5:16-18).
O DIA DO SENHOR E O SÁBADO
Cremos que o crente não precisa guardar o Sábado, tendo o mesmo passado junto com a lei, e que deve dedicar o primeiro dia da semana, o Domingo, para a obra exclusiva do Senhor (Atos 20:7; Colossenses 2:14-17; Gálatas 4:9-11; João 20:19; I Coríntios 16:1-2; Hebreus 10:24-25).
A IGREJA
Cremos que Cristo mesmo estabeleceu sua própria Igreja, que ela é uma organização local e visível; e que para ela foram confiadas as ordenanças e a Grande Comissão; rejeitamos como anti-bíblico a teoria da igreja “universal, invisível e mística” (Mateus 16:18-19; Mateus 28:18-20; I Timóteo 3:15; I Coríntios 11:23).
OS OFICIAIS DA IGREJA
Cremos que há somente duas classes de oficiais da igreja: bispos (pastores ou anciãos) e diáconos, e que a eles cabe a função e o dever de supervisionar e administrar todo o trabalho da igreja, sendo também seus legítimos representantes diante do mundo (Filipenses 1:1; I Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9; Atos 20:28; I Pedro 5:1-9).
AS ORDENANÇAS
Cremos que a igreja tem apenas duas ordenanças simbólicas, as quais são o batismo e a ceia do Senhor; elas não têm significado sacramental ou salvador, e sim, declarativo (Mateus 28:19-20; I Coríntios 11:17-34).
O BATISMO
Cremos que o batismo é a imersão do crente pela autoridade de uma igreja neo-testamentária com a finalidade de declarar diante do mundo a posição do crente como salvo (Romanos 6:1-4; Mateus 3:5-8; Atos 8:36-39; Gálatas 3:26-27; Atos 2:41-42). É o ato pelo qual o crente ingressa na igreja.
A CEIA DO SENHOR
Cremos que a ceia do Senhor foi dada à igreja por Cristo para comemorar a sua morte na cruz; somente crentes que fazem parte da igreja local, achando-se debaixo da sua disciplina e autoridade, devem participar da mesma, depois de auto-exame (Mateus 26:26-28; I Coríntios 10:16-17; 11:17-34; 5:1-13).
O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Cremos que a Igreja, no dia de pentecostes, foi batizada uma vez por todas, no Espírito Santo, assim recebendo poder para cumprir a Grande Comissão. Ela obteve dons milagrosos que a acompanhou até o fim da época apostólica. Após esta época os dons milagrosos foram substituídos pela Bíblia que se completou pelos escritores santos inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Assim a Bíblia em sua integridade constituída pelo Velho e Novo Testamento é suficiente para a orientação dos crentes.
A INDEPENDÊNCIA DA IGREJA
Cremos que as igrejas são independentes umas das outras, sendo cada uma autônoma debaixo da autoridade de Cristo, e que elas não devem deixar que nenhuma organização as domine. Deve haver, porém, cooperação voluntária entre elas na execução da obra da Grande Comissão (Atos 15; Apocalipse 1:12-13, 20; II Coríntios 8:23-24; 9:5; I Coríntios 16:1).
MÉTODOS MISSIONÁRIOS
Cremos que o missionário deve ser enviado e autorizado por uma igreja, podendo ser sustentado pela cooperação de várias igrejas; nenhuma junta ou organização missionária deve substituir a igreja (Atos 13:1-4; 14:26-27; Filipenses 4:15-17; II Coríntios 11:7-10).
O GOVERNO CIVIL
Cremos que o governo civil é uma instituição divina e que todos os crentes devem obedecer e respeitar suas leis, a não ser que venham ferir sua consciência, contradizendo a vontade de Deus (Romanos 13:1-7; Mateus 22:21; Tito 3:1; I Pedro 2:13, Atos 4:18-20; 5:29).
A VINDA DE CRISTO
Cremos que Cristo virá em pessoa pela segunda vez para esta terra. Ele será visto por todos os homens em todos os lugares (Atos 1:11; I Tessalonicenses 4:13-18; Apocalipse 1:7).
O TRIBUNAL DE CRISTO
Cremos que os crentes ressuscitados deverão ser julgados por Cristo por ocasião da sua vinda, não para resolver a questão da sua salvação, e sim, para que recebam seus galardões, segundo o grau da obediência (II Coríntios 5:9-10; Apocalipse 22:12; I Coríntios 3:11-15; Lucas 12:35-48; Romanos 14:12; Mateus 16:27).
O MILÊNIO
Cremos que Cristo, ao voltar para a terra se assentará no trono de seu pai Davi (pai no sentido de descendente na linhagem real de Davi, seu antepassado no governo de Israel), e reinará sobre a terra durante mil anos, sendo acompanhado, na administração do Seu governo por Sua Noiva, a Igreja (Lucas 1:32-33; Apocalipse 2:1-6; Isaías 2:1-5; 11:1-9; Lucas 19:17; Apocalipse 2:26-27; 19:7-8).
O JUÍZO FINAL E A NOVA TERRA E OS NOVOS CÉUS
Cremos que depois do milênio os descrentes serão ressuscitados e julgados para determinar o grau de castigo no lago de fogo, e depois disso, haverá “novos céus e nova terra” cuja capital será a “Nova Jerusalém” (Apocalipse 20:7-15; 21:1-27; 22:1-5; II Pedro 3:13; Isaías 65:17).
O QUE A IGREJA REQUER DO CANDIDATO AO BATISMO
O primeiro batista, João, exigia dos seus candidatos “frutos dignos de arrependimento”. As igrejas batistas continuam a exigir o mesmo. Para ser batizado, o candidato precisa:
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Ter absoluta certeza da sua conversão e salvação (João 5:24; I João 5:13).
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Confessar publicamente sua fé e seus pecados (Mateus 3:6; Romanos 10:9-10).
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Demonstrar na sua vida, antes do batismo, uma mudança completa (II Coríntios 5:17). Esta mudança se manifesta: Pelo abandono de todos os vícios, inclusive de bebidas alcoólicas, fumo, imundícia de qualquer espécie, conversa errada (palavrões, xingos etc); Freqüência a lugares de divertimentos imoral ou duvidoso et (Efésios 4:17-32); Pelo apego e amor aos irmãos da Igreja, às coisas espirituais, à Palavra de Deus etc (I João 3:14; I Pedro 1:21; 2:5); Pela prática de boas obras (Efésios 2:8-10; Lucas 3:8-14).
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Ter uma noção das doutrinas desta Igreja e concordar com a sua disciplina, mostrando-se disposto a submeter-se ao ensino e aos compromissos já definidos neste resumo de doutrinas (Mateus 28:19-20; Mateus 11:29-30; Atos 2:41-42).
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Ser fiel na assistência a todos os cultos da Igreja (Hebreus 10:25).
COMO TORNAR-SE MEMBRO DESTA IGREJA
A Igreja recebe membros por meio de:
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Confissão de fé e batismo;
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Carta de referência de outra igreja batista da mesma fé e ordem, depois que o pretendente esteja em plena comunhão com ela;
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Reabilitação ou restauração de crente afastado, quando for impossível obter carta.
Confissão de fé e batismo
A salvação é pela fé e não pelo batismo, o qual é o símbolo neotestamentário da salvação já provado pelo candidato (Efésios 2:8-10; Romanos 10:9-10; Atos 16:30-31). Pelo batismo o crente se consagra a Cristo, separando-se formalmente do mundo e “vestindo a farda” de soldado de Cristo (Gálatas 3:26-27). O significado do batismo pode ser ilustrado pelas alianças trocadas pelos noivos na hora do seu casamento. A aliança simboliza o voto assumido pelos nubentes. Assim também, o batismo torna-se indispensável ao discipulado crente. No ato do batismo, o crente se une ao corpo da igreja local, único lugar onde pode servir a Cristo de acordo com as instruções do Novo Testamento (Atos 2:41-42, 47).
A Igreja pode julgar necessário um “segundo” batismo em certos casos de pessoas já “batizadas” por outras igrejas (Atos 19:1-7). Se esta Igreja julgar que o primeiro batismo, no que se refere ao modo, ou à finalidade, ou à autoridade, foi irregular, poderá exigir que o pretendente aceite o batismo por ela ministrado.
Mesmo certos casos de “imersão”poderão ser julgados irregulares. Esta igreja não aceita imersões praticadas por igrejas, mesmo batistas, que costumam receber tais casos, independente das convicções particulares do pretendente ou de outra igreja.
Sempre que acontecer de algum membro desta Igreja descobrir que, por engano, se batizou sem que ainda houvesse se convertido (mas, que agora está certo da salvação), deverá ser realizado um “novo” batismo, ficando anulado o que foi ministrado enquanto ele ainda não era crente (Marcos 16:15-16).
Carta de referência
O ingresso nesta Igreja de um batista, através de carta de referência, dependerá da firmeza deste irmão na sua cooperação com a Igreja, bem como da prática doutrinária da Igreja que está emitindo a carta de referência.
Caberá à Igreja examinar todos os casos em que houver dúvida quanto a tal prática.
Restituição ou restauração
Um irmão que anda há tempo afastado de sua Igreja, poderá, através de um arrependimento sincero e comprovado, ingressar nesta igreja, por meio da votação da igreja, desde que seja impossível entrar em contácto com a igreja da qual ele fazia parte. Casos deste tipo serão tratados à critério desta igreja.
O COMPROMISSO QUE CADA MEMBRO DEVE ASSUMIR PARA COM A IGREJA
Compromisso de organização
Havendo sido levados, segundo, cremos, pelo Espírito Santo de Deus, a receber Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e havendo sido batizados em virtude da profissão pública da nossa fé, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, pela autoridade de uma igreja batista neotestamentária, entramos agora, na presença de Deus, dos anjos e deste ajuntamento, solene e alegremente, em uma aliança, como um corpo de Cristo.
Compromisso de cooperação
Comprometemo-nos, com o auxílio do Espírito Santo, a andar juntos no amor de Cristo; a nos esforçar pelo progresso desta Igreja na graça, no conhecimento, no crescimento e na espiritualidade; a apoiar seu culto, as suas ordenanças, sua disciplina e suas doutrinas por meio de nossa assiduidade e cooperação integral; a contribuir alegre e proporcionalmente, aceitando o ensino bíblico sobre a contribuição, visando, o sustento do pastor e dos missionários, as despesas da Igreja, o socorro aos necessitados, e a pregação do Evangelho a todas as nações.
Compromisso de testemunho
Comprometemo-nos a nos esforçar para conseguir a conversão dos nossos parentes, amigos, colegas e todos os que tivermos oportunidade de evangelizar, tendo o cuidado de não dar escândalo com nossa vida, reforçando a pregação com uma vida reta, santa e honesta. Procuraremos guardar a língua da calúnia, de palavras mentirosas, levianas, imorais e blasfemas, nunca tomando o nome de Deus em vão, e sempre cumprindo a nossa palavra. Comprometemo-nos a nos abster do uso ou da venda de bebidas alcoólicas, de qualquer vício que prejudique o corpo, do jogo de azar e de apostas, incluindo loterias, rifas, corridas de cavalos etc. Comprometemo-nos também a sermos honestos em todos os nossos negócios, pagando as nossas dívidas, evitando qualquer negócio duvidoso que prejudique o próximo ou que implique a nossa participação em comércio ilícito ou diversões mundanas.
Compromisso de amor
Comprometemo-nos a nos lembrar constantemente do mandamento de Cristo de amarmos uns aos outros como Ele nos amou, e isto, em todos os transes da vida; a respeitarmos-nos uns aos outros usando de cortesia, tanto no falar como no agir; a esforçarmo-nos a não ofender com facilidade, procurando urgentemente a reconciliação com qualquer pessoa que se julgue ofendida por nós de acordo com as instituições de Cristo.
Compromisso de santidade particular e doméstica
Comprometemo-nos a promover nossa própria santificação individual, lendo e ouvindo a Palavra de Deus diariamente e orando “sem cessar” por todos os irmãos e pela conversão dos pecadores, incluindo possíveis inimigos. Procuraremos ensinar a nossos filhos a Palavra de Deus, através de cultos domésticos e também do nosso próprio exemplo diante deles, orando por sua conversão e consagração a Cristo e à Sua Igreja.
Compromisso no caso de mudança
Comprometemo-nos finalmente, todas as vezes que nos mudarmos para outro lugar onde não haja igreja da mesma fé e ordem, a unir-nos a esta igreja para que possamos continuar a servir a Cristo de acordo com os princípios deste pacto. AMÉM! (Leia Hebreus 13:20-21).
A BASE BÍBLICA DOS COMPROMISSOS
Observação: O membro da igreja também se compromete a evitar as coisas “duvidosas” tais como: banho misto nas praias públicas etc.; modas indecentes e exageradas de roupa ou aparência (pintura, etc.) que possam escandalizar, bailes, fumo, namoros mistos (crente com descrente); casamentos mistos; cinema; leitura de livros e revistas de moral duvidosa; passeios ou qualquer outro passatempo que interfiram na assistência aos cultos e na cooperação com a igreja )Romanos 14:13, 16, 19, 21, 23; I Coríntios 10:31-33).
Compromisso de amor
Cada membro deverá amar os demais irmãos com verdadeiro amor, assim “cumprindo a lei de Cristo” (Gálatas 6:2;; João 13:34-35; Romanos 12:9-10; 13:8-10; I Pedro 1:22; I João 2:9-11; 3:23), evitando ofender ou se dar por ofendido (Efésios 4:31-32; 5:2; Filipenses 2:1-5; I Pedro 2:1-3); estando sempre disposto a perdoar os outros e a ser reconciliado com qualquer pessoa que se julgue ofendida (Colossenses 3:13-15; Mateus 5:23-24; 18:15-17; 34-35; Tiago 3:14-18), não guardando ressentimentos, mágoas ou rancores contra qualquer irmão, I João 3:14.
Compromisso de santidade particular e doméstica
Cada membro deverá ler a Bíblia, ou ouvir a Palavra da mesma, diariamente, para se alimentar espiritualmente e achar a orientação para a sua vida (II Timóteo 3:16-17; I Pedro 2:2; Hebreus 5:12-14; Mateus 4:4); orando sempre por todos os irmãos e pelos pecadores para que se convertam, incluindo possíveis inimigos (Efésios 6:18-19; Colossenses 4:2-4; I Tessalonicenses 5:17-198; Romanos 10:1; I Timóteo 2:1-5; Mateus 5:44-45); realizando cultos domésticos para que os filhos possam ter a influência diária da Palavra de Deus em sua vidas, visando sua conversão enquanto ainda jovens, reforçando esse ensino por meio de uma vida coerente diante deles (Deuteronômio 6:6-9; Efésios 6:4).
Compromiso no caso de mudança
Se houver mudança de residência para longe desta Igreja, o membro deverá buscar logo outra igreja, da mesma doutrina e prática para que não fique separado da comunhão de Cristo e Sua Igreja, e para que possa continuar no cumprimento dos compromissos do pacto. Se o membro mudar-se para um lugar onde não houver tal igreja, deverá pedir ajuda desta Igreja para que possa iniciar um trabalho batista no lugar (Atos 18:1-4).
POSIÇÃO HISTÓRICA
Segundo Mateus 16:18-19, cremos que Cristo pessoalmente fundou e organizou a sua própria Igreja, a qual Ele chamou de “a minha Igreja) assembleia, congregação)”. Essa tornou-se a sua “procuradora” aqui na terra durante a sua ausência física, agindo no seu nome na propagação do Evangelho no mundo inteiro.
Para essa Igreja Cristo deu as “chaves do reino”, incluindo a responsabilidade de fazer discípulos, batizá-los em nome da Trindade e depois doutriná-los (Mateus 28:18-20). Como essa Igreja deu origem a outras igrejas locais e visíveis, assim cremos que Cristo teve, desde os tempos apostólicos, uma sucessão ininterrupta de igrejas autônomas que conservaram em forma pura o Evangelho, as ordenanças (o batismo e a ceia), e as outras doutrinas fundamentais da Palavras de Deus.
Apesar da apostasia da maior parte do chamado “cristianismo”, a Igreja verdadeira de Cristo vem conservando um testemunho independente, tanto da igreja romana como das igrejas da Grande Reforma (protestantes). As igrejas batistas atuais que sustentam essa posição histórica continuam a conservar-se separadas, tanto doutrinária como espiritualmente, esforçando-se para dar continuidade a essa sucessão até a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
As provas dessa continuidade se encontram nos seguintes textos bíblicos: Mateus 15:18-19; 28:18-20; Efésios 3:21; I Coríntios 11:26.
Rejeitamos como carente de provas bíblicas a muito aceita s teoria da “igreja universal, mística, e invisível”, a qual foi inventada por Lutero como justificativa para a separação do protestantismo da Igreja Católica. Cremos que dois termos diferentes estão sendo confundidos: a Família de Deus, a qual abrange todos os crentes verdadeiros de todas as denominações do mundo, e a Igreja de Cristo, a qual é uma organização visível que tem dado continuidade ao plano de Deus no mundo.
O próprio Novo Testamento desconhece as chamadas “duas igrejas” (Uma local e visível, outra universal e invisível). Nas suas páginas encontram-se somente igrejas locais e visíveis como expressão daquela instituição que o próprio Cristo fundou e organizou durante seu ministério pessoal aqui na terra (Mateus 18:17; Atos 2:47; 11:26; 13:1; 14:23, 27; 15:41; Romanos 16:16; Gálatas 1:12; Apocalipse 1:4, 11, 20 etc.).
Podemos traçar nossa história através de movimentos batistas em vários países durante todos os séculos desde a época apostólica. Os batistas de Gales têm uma história ininterrupta até a época da Grande Reforma (1.500 a 1.600 D.C.). Temos provas históricas que existiam batistas entre os grupos que, desde o segundo século até a Grande Reforma, eram chamados por vários nomes, em vários países, entre os quais montanistas, novaciamos, donatistas, paulicianos, albingenses, petrobrussianos, valdenses, anabatistas,hussitas,arnoldistas, wiclifitas etc.
Essas provas são abundantes e suficientes para qualquer que seja uma confirmação da promessa bíblica da continuidade da igreja. Não mais abundantes para que não apoiemos apenas na história, e sim, na doutrina neotestamentária. Afinal, para provarmos que somos igrejas de Cristo, basta apelar para as doutrinas da Palavra de Deus! “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem Segunda esta palavra, nunca verão a alva!” (Isaías 8:20).
Um testemunho interessante, sendo deixado por eruditos evangélicos da Igreja Reformada da Holanda, e por isso de uma fonte insuspeita de preconceitos, se encontra num livro publicado em 1.819, em Breda, nele afirma-se a historicidade e antiguidade dos batistas. Dr. Dermont, capelão do rei da Holanda, e o Dr. Ypeij, professor de teologia em Groningen, foram escolhidos pelo rei para prepararem uma história da sua igreja.
Nesse livro, eles dizem: “Vemos portanto que os batistas, anteriormente chamados de anabatistas, e em tempos posteriores menonitas, eram os primitivos valdenses, e que há muito tempo, na história da igreja, têm recebido a honra dessa origem. Por esse motivo os batistas podem ser considerados como a única continuidade cristã que, desde os tempos apostólicos, têm permanecido, e, como sociedade cristã, têm preservado puras as doutrinas do Evangelho através de todas as épocas”. (Hist. Rof Dutch Church, edição Breda, 1.819, citado na Ency. Relig. Knowledge, artigo Menonitas). Isso é uma confissão verdadeiramente generosa e assombrosa por parte dos protestantes, confirmando o primitivismo dos batistas.
Muito embora acreditamos que a Igreja de Jesus Cristo é importante, cremos que a salvação não se encontra nela. Cremos que a Igreja de Jesus está aqui na terra para ser a coluna e firmeza da verdade. Veja I Timóteo 3:15.
Também cremos que se alguma Igreja, não verdadeira, pregar o Evangelho genuíno às pessoas perdidas, sem dúvida alguma o Espírito Santo vai trabalhar para salvá-las. Pois quem salva o perdido é o poder do Evangelho, e não a Igreja ou qualquer outra organização religiosa. No entanto, não se pode negar que as igrejas não verdadeiras não têm pregado a verdade em sua integridade.
Martinho Lutero em 1517 pregou 95 teses mostrando os erros da Igreja Romana e do Papa. Algumas destas teses eram extremamente contundentes: “Os pregadores de indulgências erram quando declaram que o perdão do Papa livra o pecador da penitência”;“Os que se julgam seguros da salvação pelas cartas do Papa, serão amaldiçoados eternamente, e na companhia de seus e mestres”;"Por que o Papa não esvazia o purgatório pelo amor?”
O Papa Leão X o excomungou em 1519 por tais bulas denunciadoras. Martinho Lutero não quis unir-se aos anabatistas (atuais batistas), mas preferiu fundar a sua própria Igreja. A Igreja Luterana trouxe a imagem e semelhança da Igreja Católica. Em muitos países da Europa ela se tornou a Igreja oficial; o termo missa foi conservado; as formas litúrgicas de dirigir a missa quase não mudaram; o batismo infantil era uma lei que deveria ser cumprida; creem que o batismo salva.
Assim como a primeira Igreja reformada guardou as características de erros de onde veio, também as outras igrejas também não têm sido fiéis aos valores bíblicos.
Jesus ordenou à sua Igreja que fosse a todo o mundo “fazer discípulos”, “batizá-los”, e “ensiná-los” a guardar todas as coisas que ele tem ordenado. Veja Mateus 28:19-20. E, infelizmente, as demais igrejas, fundadas por homens, não têm obedecido esta ordem.
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3).
Matéria preparada por Jerry Donald Ross – ex-pastor da Igreja Batista em Vila São Pedro-SP
Digitado e corrigido pelo pastor Antônio Carlos Dias.